Exportações de carne bovina mantêm ritmo elevado e sustentam mercado pecuário no último trimestre
As exportações brasileiras de carne bovina seguem em ritmo acelerado neste final de ano, refletindo a consistência da demanda internacional pela proteína nacional. Dados recentes do setor indicam volumes embarcados significativamente superiores aos registrados no mesmo período do ano passado, com destaque para a continuidade das compras asiáticas, lideradas pela China, além de mercados do Oriente Médio e países que ampliaram sua participação ao longo de 2025. O desempenho positivo é acompanhado por uma melhora gradual nos preços médios praticados no mercado externo. A valorização ocorre em um cenário de oferta mais ajustada entre concorrentes globais e maior exigência por padronização, rastreabilidade e qualidade de carcaça. A carne brasileira, especialmente a oriunda de sistemas mais tecnificados com genética consistente e de programas de certificação, tem conseguido ampliar espaço em segmentos de maior valor agregado.

No mercado interno, o avanço das exportações atua como fator de equilíbrio. Mesmo com escalas de abate consideradas confortáveis em algumas regiões produtoras, as cotações do boi gordo permanecem sustentadas, com oscilações pontuais entre praças. Estados com maior concentração de confinamentos e sistemas intensivos apresentam maior estabilidade, enquanto regiões dependentes do pasto acompanham o movimento com atenção ao clima e à oferta disponível. A indústria frigorífica tem operado com estratégia seletiva, ajustando compras ao fluxo de vendas externas e à margem operacional. Em paralelo, o mercado futuro segue refletindo a combinação entre exportações firmes e oferta moderada de animais prontos, mantendo contratos próximos aos patamares atuais, sem sinalização clara de reversão no curto prazo.
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