Carne bovina busca novos caminhos no mercado internacional
A pecuária brasileira entra em setembro com duas mudanças importantes no comércio exterior. A partir de 3 de setembro, passa a valer a restrição da União Europeia à entrada de determinados produtos de origem animal do Brasil, incluindo a carne bovina. O bloco representa uma parcela menor das exportações brasileiras em volume, mas tem peso comercial por concentrar a compra de cortes de maior valor agregado. Ao mesmo tempo, a China, principal destino da carne bovina brasileira, trabalha com uma cota de importação de 1,106 milhão de toneladas para 2026, o que coloca a diversificação de mercados na pauta.
A decisão europeia está relacionada a questionamentos sobre o controle brasileiro do uso de determinados antimicrobianos na produção animal. As negociações técnicas entre os dois lados seguem em andamento, enquanto o setor brasileiro mantém a defesa dos controles sanitários adotados no país. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) destaca que a carne brasileira é comercializada em mais de 170 países e passa por sistemas oficiais de inspeção, rastreabilidade e defesa agropecuária. Em 2025, os países europeus importaram cerca de 128,9 mil toneladas de carne bovina brasileira, volume equivalente a aproximadamente 3,7% das exportações do produto.

Com a mudança nas condições de acesso a esses dois mercados, parte dos embarques poderá buscar outros destinos, enquanto o mercado interno também passa a fazer parte da equação comercial.
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