CNA reúne diplomatas para explicar sistema sanitário das carnes brasileiras
A suspensão das compras de carne brasileira pela União Europeia abriu uma nova rodada de conversas sobre as regras sanitárias que cercam a produção nacional. Em meio às exigências europeias, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) reuniu representantes de 14 países e da própria União Europeia para apresentar informações sobre o sistema de controle adotado no país e esclarecer questões relacionadas ao uso de medicamentos na criação dos animais.
O encontro ocorreu dentro do grupo Diplomatas da Agricultura do Brasil (DAB), e teve caráter técnico. A discussão ganhou peso depois que a União Europeia interrompeu, em 3 de setembro, as importações de carnes brasileiras por considerar insuficientes as garantias de que não há uso preventivo de antimicrobianos nos animais ao longo da produção. A CNA informou que a reunião não teve como objetivo contestar as normas europeias, mas apresentar aos representantes estrangeiros os procedimentos brasileiros e as informações disponíveis na literatura científica sobre o tema. Participaram diplomatas de países como China, Estados Unidos, Argentina, Austrália, Reino Unido, Alemanha, França e Nova Zelândia.
O debate também abordou o que pode afetar o comércio brasileiro nos próximos anos, o tempo necessário para demonstrar aos europeus o cumprimento das novas exigências. Segundo a CNA, a retomada das compras pode levar cerca de dois anos caso seja necessário acompanhar todo o ciclo de vida dos bovinos a partir de agora. Para o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Carlos Goulart, o caminho deve passar pelo diálogo e pelo reconhecimento da equivalência entre medidas sanitárias. As informações apresentadas no encontro serão levadas pelos diplomatas aos seus respectivos países.
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