Exportação de gado vivo bate recorde histórico e impulsiona preço da arroba em 2026
A exportação de gado vivo começou 2026 em ritmo recorde. Em janeiro, o Brasil embarcou 170,4 mil cabeças e faturou US$ 208,7 milhões, o melhor resultado mensal da série histórica iniciada em 2004, segundo dados da Secex compilados pela Scot Consultoria. O desempenho no canal externo é estratégico para a pecuária nacional, mostrando a competitividade do boi brasileiro no mercado internacional.

A Turquia liderou as compras, seguida por Iraque e Marrocos. O governo turco autorizou a importação de até 500 mil bovinos machos para engorda em 2026, sinalizando demanda consistente ao longo do ano. O cenário internacional também contribui: relatórios do USDA apontam redução no rebanho e nos estoques globais de carne, sustentando o fluxo de compras.
No recorte interno, o Pará e o Rio Grande do Sul concentraram os maiores volumes embarcados. Além da via marítima, houve exportações terrestres a partir de Roraima e Mato Grosso do Sul, mostrando diversificação logística e integração regional.

Para o pecuarista, o ponto central é o ágio sobre o mercado interno. Em janeiro, as cotações FOB operaram com prêmios expressivos frente à arroba doméstica, ampliando o poder de negociação do produtor. Com demanda firme e oferta global mais ajustada, a exportação de gado vivo volta ao centro da dinâmica pecuária e deve seguir influenciando a formação de preços ao longo de 2026.
Comentários: