Leite reage e anima produtor
O mercado do leite iniciou 2026 com sinal positivo ao produtor. Após um período prolongado de margens pressionadas, o preço pago na fazenda voltou a subir em fevereiro, registrando a segunda alta consecutiva do ano e indicando possível recuperação no campo.

Levantamentos de mercado apontam valorização superior a 5%, impulsionada principalmente pela menor oferta de leite cru e pela maior disputa entre laticínios pela matéria-prima. Esse cenário ocorre em um momento típico de transição sazonal, quando fatores climáticos reduzem a qualidade das pastagens e elevam os custos com suplementação, diminuindo a disponibilidade de produto.
A retração na captação também reflete a postura mais cautelosa dos produtores após um 2025 marcado por preços baixos e margens apertadas. Com menos investimentos e ajuste no ritmo de produção, a oferta ficou mais enxuta, criando ambiente favorável à recuperação das cotações.

Outro ponto que contribui para esse cenário mais positivo é a melhora na relação de troca. A recente queda nos preços de insumos, como o milho, combinada com a valorização do leite, aumenta o poder de compra do produtor e traz maior fôlego para a atividade, mesmo com os custos operacionais ainda em patamar elevado.
No mercado de derivados, o movimento também começou a reagir. A menor disponibilidade de matéria-prima somada ao aquecimento da demanda no atacado favoreceu a valorização de produtos como leite UHT e muçarela, sinalizando recomposição gradual ao longo da cadeia.
A expectativa do setor é que, mantido esse equilíbrio entre oferta e demanda, o movimento de recuperação continue nos próximos meses.

Com informações do Cepea.
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