Brasil prepara exportações de carne bovina à China para 2027
Os frigoríficos brasileiros estão retomando a produção de carne bovina destinada à China para abastecer o mercado asiático no início de 2027. A estratégia considera o prazo necessário para o transporte marítimo e o limite de importação estabelecido pelo país, que pode ser atingido antes do fim do primeiro semestre.
A avaliação foi apresentada por Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), durante a feira Sial Paris, na França, em 19 de outubro. Segundo ele, o volume de produção e a programação dos embarques indicam que a cota brasileira poderá ser preenchida mais cedo do que neste ano. O ritmo das compras chinesas, porém, será determinante para definir quando isso ocorrerá.

A cota destinada ao Brasil passará de 1,106 milhão de toneladas em 2026 para 1,128 milhão de toneladas em 2027, um aumento de aproximadamente 2%. O volume é inferior ao exportado em 2025, quando os embarques brasileiros para a China se aproximaram de 1,7 milhão de toneladas.
Em setembro, Perosa já havia estimado que a cota de 2027 poderia ser preenchida entre março e abril, caso os embarques fossem antecipados e não houvesse um mecanismo para distribuir as vendas ao longo do ano. A entidade discute com o governo brasileiro alternativas para organizar os volumes entre os frigoríficos.
O limite de 2026 foi atingido no fim de setembro. Desde 1º de outubro, os embarques brasileiros que excedem a cota estão sujeitos a uma tarifa adicional de 55%, somada à alíquota regular de 12%, totalizando 67%. A regra também valerá para os volumes excedentes em 2027.
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